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03/01/2017

Polícia Federal cria um novo sistema para ’acompanhar o ritmo’ do juiz Sérgio Moro

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A Operação Lava Jato é tida como a maior operação de combate à Corrupção, em curso no Brasil. Ela é comandada em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba no Paraná. Todo trabalho desempenhado pela força-tarefa foi responsável pela imposição de de grandes desafios, através de métodos de trabalho e utilização de ferramentas que pudessem ser favoráveis à otimização da Lava-Jato.

 

A criação de métodos para que se possa desempenhar concretamente os trabalhos de investigação de uma operação de tamanha complexidade e gigantismo, tornou-se essencial para que se pudesse dar conta de todo o conjunto de trabalhos propostos.

 

Ritmo acelerado

 

As áreas de engenharia e informática da Policia Federal, se dispuseram de meios para turbinassem as atividades, a partir do desenvolvimento de inovação que tornassem possível e permitissem o acompanhamento do ritmo que o juiz Sérgio Moro implementa nas investigações.

 

A importância da maior operação de combate à corrupção no Brasil, que investiga escândalos de desvios bilionários de recursos públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras, acarreta um gigantesco volume de dados que foram coletados nas apurações e processos. Correspondem a aproximadamente a 1,3 milhão de gigabytes.

 

Trata-se de um número muito expressivo, principalmente porque o material coletado é proveniente de ações da força-tarefa da Lava-Jato, em se tratando de busca e apreensão em servidores e computadores de empreiteiras envolvidas no mega esquema de corrupção. Já no início da Lava-Jato, quando se implementava as ações de investigação, a Polícia Federal solicitou o trabalho e colaboração do perito Luís Filipe da Cruz Nassif, que desde o ano de 2013, já vinha desenvolvendo um programa de informática que pudesse acelerar todo o processamento de dados da Polícia Federal.

 

O pedido para a realização desse trabalho, partiu do setor de perícias da Polícia Federal, em Curitiba, no estado do Paraná. Um dos programas desenvolvidos pelo perito Luís Filipe, é o denominado "IPED" (Indexador e Processador de Evidências Digitais).

 

O sucesso do programa foi tão grande, que o perito assegura que um trabalho que levaria oito anos para ser feito na fórmula tradicional, levou somente seis meses para ser concretizado. A confiabilidade comprovada fez com que este programa tenha sido já compartilhado com as polícias civis dos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná.

 

 

Fonte: Blasting News


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