Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais
Av. Raja Gabaglia, 1000 - Sl 201
Cep: 30441-070
Belo Horizonte - MG
(31) 3292.3297
 

24/02/2017

Pecuarista é condenado a 34 anos de prisão por morte de policial federal

Visualizações: 494

 

O pecuarista Alessandro Meneghel, acusado da morte do policial federal Alexandre Drummond Barbosa, em abril de 2012, em Cascavel, no oeste do Paraná, foi condenado a 34 anos e seis meses de prisão. O julgamento, realizado em Curitiba, terminou por volta das 4h30 desta quinta-feira (23).


O julgamento começou na tarde de terça-feira (21) e se estendeu até esta madrugada. Após a condenação, o pecuarista seguiu para uma unidade prisional de Curitiba. O advogado de defesa do réu, Cláudio Dalledone, informou que vai pedir a anulação do julgamento por considerar que a defesa foi cerceada. 


O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu a condenação de Meneghel por considerar que o pecuarista matou o policial federal por motivo torpe. Antes do julgamento, o réu ficou preso por três anos e depois conseguiu progressão da pena, cumprindo regime domiciliar.

Meneghel confessou o crime, mas alega legítima defesa. O crime foi registrado por câmeras de segurança da boate e as imagens mostram o momento em que o fazendeiro passa em uma caminhonete e atira várias vezes contra o policial federal que estava de folga. Depois, dá marcha ré, atira de novo e foge. Alexandre chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital.

De acordo com o MP, testemunhas contaram que o policial foi ameaçado de morte por Meneghel ainda dentro da casa noturna. Na época, o delegado que cuidou das investigações disse que muitos depoimentos contrariaram a versão do acusado. Segundo a defesa do pecuarista, ele "matou para não morrer".


O acusado foi preso no mesmo dia do crime. Com ele foram encontradas uma pistola 9 mm e uma espingarda calibre 12. Desde então foi transferido pelo menos três vezes suspeito de pagar favores a outros detentos. Em uma das vezes que conseguiu liberdade provisória, Meneghel foi solto para cuidar da mãe, que tem problemas de saúde. Mas, voltou a ser preso por não respeitar as regras de uso da tornozeleira eletrônica e por coagir testemunhas, o que foi negado por ele.


O julgamento deveria ter ocorrido em março de 2016, mas foi suspenso e prorrogado para esta terça depois de o advogado de defesa abandonar o júri alegando que o MP tentou influenciar os jurados e usou um documento que não estava no processo: uma lista constando os crimes já cometidos pelo réu.

Meneghel cumpria prisão domiciliar monitorado por tornozeleira eletrônica desde julho de 2016.

 

 

Fonte: G1


Nome
Cidade
E-mail (não será divulgado)
Mensagem
Caracteres restantes:
Digite o código abaixo
 
 
 
Wall03